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Embalagens Compostáveis x Embalagens Biodegradáveis: qual a diferença para o meio ambiente?

  • Foto do escritor: Eduarda Jaeger
    Eduarda Jaeger
  • 3 de out. de 2025
  • 2 min de leitura


Quando falamos em embalagens que “desaparecem da natureza”, é comum surgirem os termos biodegradável e compostável. Apesar de muitas vezes serem tratados como sinônimos, eles não significam a mesma coisa – e essa diferença é essencial para entendermos o impacto ambiental de cada um.


O que é uma embalagem biodegradável?


Um material biodegradável é aquele que pode se decompor na natureza pela ação de microrganismos, como fungos e bactérias. Essa degradação pode levar semanas, meses ou até anos, dependendo da composição do produto e das condições do ambiente.


Porém, quando o processo termina, o que sobra não traz benefícios ao solo ou ao ecossistema. Em muitos casos, o biodegradável simplesmente “desaparece” visualmente, transformando-se em microplástico, poluindo, dessa forma, o solo e a água. 


O que é uma embalagem compostável?


Já os resíduos compostáveis passam por um processo natural de decomposição, mas com uma diferença crucial: eles se transformam em adubo rico em nutrientes. Restos de frutas, legumes, verduras, folhas secas, borra de café e outros resíduos orgânicos, quando corretamente compostados, dão origem a um composto fértil que enriquece o solo, melhora a retenção de água e reduz a necessidade de fertilizantes químicos.


Por que o compostável tem mais relevância ambiental?


Enquanto o biodegradável apenas deixa de existir visivelmente, o compostável gera valor ambiental. Ele fecha um ciclo sustentável: o que sai da terra, retorna como nutriente, fortalecendo o solo e a biodiversidade. Além disso, a compostagem ajuda a reduzir o envio de resíduos orgânicos para aterros sanitários, onde poderiam gerar metano – um gás de efeito estufa altamente poluente.


Em resumo:


Biodegradável: se decompõe, mas não contribui para o meio ambiente, apenas ocupa menos espaço nos aterros sanitários.


Compostável: se decompõe e ainda devolve nutrientes ao solo, fechando o ciclo da vida.


Para a Virando a Terra, a verdadeira transformação ambiental está em enxergar os resíduos compostáveis como recursos e não como lixo. Cada resto de alimento pode se tornar vida nova no solo – e é isso que faz toda a diferença.


 
 
 

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